sexta-feira, 1 de novembro de 2013

POEMA TRISTE ( HISTÓRIA DO COTIDIANO...) PURA RECORDAÇÃO....

A casa, o lar, é sempre sagrado e os que não mais o têm, que o perderam por algum motivo, conseguem me causar grande dor. Quando até mesmo os pássaros, os peixes, todos os animais de alguma forma voltam aos seus ninhos à procura de abrigo, conforto e segurança... um homem, um ser humano, assim como este que via todas as tardes, não tinha mais para onde retornar, dormir, descansar e se abrigar !!!  ... para contar a história desse ser, fui elaborando uma vida para ele, que talvez houvesse possuído, um dia...." uma casa, flores na varanda, crianças brincando no quintal"... agora apenas recordações e o fingir que espera um trem, um trem, que nunca vem!!!   Assim, naquela noite do dia 11/03/97, ao chegar em casa, o meu filho, falou-me: ..."Vamos escrever?"   Pôs então para tocar um Noturno de Chopin, e  naquele ambiente de música e paz nasceu este poema. Aquela história  profundamente triste, veio para mim, completa, inteira, e se revelou nos versos que abaixo transcrevo. Confesso que muito chorei ,e algumas vezes ainda choro, e dessa forma dei-lhe o nome de "POEMA TRISTE" História do Cotidiano.  
Estou postando mais uma vez o POEMA TRISTE ( HISTÓRIA DO COTIDIANO) publicado no meu Blog em  10/12/2010. Todas as vezes que declamei estes versos tão realistas, vi, observei nos olhos das pessoas que me escutavam o brilho do interesse e da compreensão. Estas vidas perdidas, desperdiçadas muitas vezes pela falta de oportunidades sempre nos comovem.
Para alegrar o fim de semana , "Flores e Frutos da estação" estamos na primavera- Óleo sobre tela ( Mary Balth) 

                  POEMA TRISTE  - História do Cotidiano
             
                                             Mary Balth 11/03/1997

                 O homem na estação,
                 Em vão espera o trem,
                 Um trem que nunca vem...

                 O homem na estação,
                 Mergulha em pensamento,
                 Emerge noutro tempo,
                 Um tempo que não tem,
                 tristeza e solidão ...

                 Ao lado, a mala pobre
                 É tudo que restou...
                 E deixa-se absorto
                 Entrar no labirinto
                 Do tempo que passou...

                 “Revê a casa amiga,
                 As rosas na varanda,
                 As roupas no varal...
                 E os gritos das crianças,
                 Correndo no quintal !!!...”
                                 
                         Por isso todo dia,
                         Na hora do sol posto,
                         Agora que não tem,
                         pra onde retornar,
                         Eu vejo com desgosto,
                         O homem na estação,
                         Que em vão espera o trem
                         Um trem que nunca vem !!! ...


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