Espero ainda mais em épocas festivas, felizes, alegres, que minhas retinas não tenham o desgosto de registrar situações semelhantes e que deveras agridem o nosso coração. Abaixo transcrevo o meu poema que consegui captar daquela cena e transformar em versos.
Bons negócios, felizes dias e Boa Leitura.
A foto ao lado denominei "SÃO PAULO, ARREBOL E FLORES" ( óleo sobre tela) paisagem que compus vista da minha varanda no 17º andar. Vê-se tremulando a Bandeira de São Paulo no alto do Edifício Banespa no centro da cidade.
CIDADE GRANDE ( ROTINA E REALIDADE CRUEL...)
É um corpo que cai,
É um ser que despenca!...
Na calçada, onde jaz.
Transeuntes que passam,
Largos passos têm pressa
Seus olhares desviam,
Sem olhar para trás.
Nas fachadas, tão perto,
De janelas cerradas,
Como punhos fechados,
A cidade se esconde!
Por detrás de altos muros.
Já não vê, nem pressente,
Já não ouve nem sente,
Enterrou sua alma,
Nas calçadas de pedra.
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